A brasileira Tati Paze escreveu seu nome na história do motociclismo internacional durante a segunda etapa da fase Race do programa Build Train Race (BTR), iniciativa da Royal Enfield voltada ao desenvolvimento de mulheres no esporte. A piloto conquistou dois pódios no tradicional circuito de Road America, nos Estados Unidos, tornando-se a primeira brasileira a alcançar o top 3 em uma prova do MotoAmerica.
A etapa foi realizada em Elkhart Lake, no estado de Wisconsin, durante um fim de semana que reuniu aproximadamente 100 mil pessoas entre as atrações do MotoAmerica Superbikes e do Vintage MotoFest, estabelecendo um novo recorde de público para o evento.

Pódios históricos em um dos circuitos mais tradicionais dos EUA
Tati garantiu o terceiro lugar na Corrida 1 e avançou ainda mais na Corrida 2, cruzando a linha de chegada na segunda posição. O desempenho teve um peso especial por acontecer em Road America, pista considerada uma das mais emblemáticas do motociclismo norte-americano.
Reconhecido por seu traçado desafiador e por sua longa tradição no esporte a motor, o circuito já recebeu alguns dos principais nomes das competições de duas rodas. E agora passa a ter também uma brasileira entre os destaques de sua história recente.
“Correr em Road America tem um significado muito especial para mim. É uma pista com muita história e estar no pódio aqui, duas vezes no mesmo fim de semana, é algo que eu vou levar para sempre. Esse resultado representa muito do trabalho que venho construindo e é, sem dúvida, um dos momentos mais importantes da minha trajetória”, afirmou Tati Paze.

Royal Enfield destaca importância do resultado
Para a Royal Enfield, o resultado reforça os objetivos do Build Train Race como ferramenta de desenvolvimento esportivo e ampliação da presença feminina no motociclismo.
Segundo Letícia Thenard, Head de Marketing Latam da marca, a conquista representa um passo importante para o programa e para o motociclismo brasileiro.
“O desempenho da Tati em Road America representa um momento muito importante para o Build Train Race e para a Royal Enfield Brasil. Ver uma pilota brasileira alcançar esse marco histórico reforça a relevância da iniciativa como plataforma real de desenvolvimento e projeção internacional. O programa materializa o nosso compromisso com a ampliação da presença feminina no motociclismo e com a criação de caminhos consistentes para novos talentos dentro do esporte”, destacou.
Brasil amplia presença feminina no cenário internacional
Além de Tati Paze, o Brasil segue ganhando espaço dentro do Build Train Race. Karina Simões participa das temporadas 2025 e 2026 do programa. Já Sany Max e Juliana Chile integram o ciclo atual e estão com permanência prevista para 2027.

A presença crescente de brasileiras no projeto ajuda a consolidar uma base de formação para novas competidoras e amplia a representatividade do país em competições internacionais.
Sany Max também destacou os aprendizados obtidos durante a etapa de Road America.
“A experiência desta etapa trouxe uma combinação intensa de emoções e aprendizados. Foi um período desafiador, mas também muito significativo ao ver tantas mulheres ocupando seu espaço nas pistas com confiança e protagonismo. Saio deste momento mais preparada, mais segura e ainda mais motivada para os próximos desafios, levando comigo tudo o que construímos até aqui”, afirmou.
O que é o Build Train Race?
O Build Train Race é um programa global da Royal Enfield criado para incentivar a participação feminina no motociclismo esportivo. A iniciativa é dividida em três etapas: Build, Train e Race.
Ao longo do calendário, as participantes passam por processos de preparação técnica, treinamento e competição, acompanhadas por profissionais especializados. O programa segue até agosto e busca criar oportunidades concretas para o desenvolvimento de novas pilotas. Nesse sentido, promovendo formação, visibilidade e experiência em competições de alto nível.
Com o feito de Tati Paze em Road America, o Brasil passa a ocupar um lugar de destaque na história do projeto e do próprio MotoAmerica, consolidando a crescente presença feminina brasileira no motociclismo internacional.





