Triumph Speed Twin 1200 RS: testamos a clássica topo de linha na Estrada dos Romeiros

 

O legado da Triumph é construído sobre histórias icônicas, e no coração dessa jornada reside a Speed Twin. Desde 1937, quando a versão original equipada com um simples motor bicilíndrico OHV ajudou a resgatar a fabricante no pós-guerra, essa linhagem dita regras. Mas esqueça o passado de potência modesta.

imagem Triumph Speed Twin 1200 RS
Triumph Speed Twin 1200 RS – foto: Gustavo Epifanio

O que a Triumph colocou nas minhas mãos para rasgar o asfalto travado da Estrada dos Romeiros, em São Paulo, é a evolução máxima dessa espécie: a nova Triumph Speed Twin 1200 RS.

imagem traseira Triumph Speed Twin 1200 RS
Triumph Speed Twin 1200 RS – foto: Gustavo Epifanio

Visual atemporal

No quesito design, a Triumph Speed Twin 1200 RS consolida de vez a sua identidade de esportiva retrô com um visual muito mais agressivo, destacado pelo tanque de combustível de formas arredondadas e sensuais, novos suportes de farol em alumínio e tampas laterais que dão um toque refinado ao acabamento.

imagem do farol da speed twin
Iluminação full LED – foto: Gustavo Epifanio

O assento da versão RS dita o espírito da máquina, posicionando o piloto em uma postura nitidamente mais inclinada e agressiva, com o corpo lançado à frente graças ao guidão baixo e às pedaleiras recuadas, enquanto o grafismo exclusivo desta variante reforça o apelo dinâmico e a assinatura de alta performance da grife britânica.

imagem do assento da triumph speed twin 1200
Assento com acabamento refinado – foto: Gustavo Epifanio

Usina poderosa

A nova geração do motor bicilíndrico de 1.200 cm³ e alto torque agora despeja 103 cv de potência a 7.750 rpm e brutais 11,3 kgf.m de torque a 4.250 rpm. Na prática, a Estrada dos Romeiros se tornou o quintal de testes perfeito para sentir a entrega de potência mais linear e uma faixa de rotação média significativamente mais robusta da Triumph Speed Twin 1200 RS.

imagem do motor triumph clássicas
Motor de alto torque em baixas rotações – foto: Gustavo Epifanio

Acima das 7.000 rpm, o motor continua acelerando com um vigor contagiante até o limitador, emitindo um ronco encorpado que ecoa pela estrada. A Triumph transformou essa clássica em uma verdadeira esportiva retrô com identidade própria, destacada pelo visual agressivo, novos suportes de farol em alumínio e um tanque redesenhado.

imagem da tampa do tanque da speed twin 1200
Acabamento de alto padrão – foto: Gustavo Epifanio

O ataque às curvas da Estrada dos Romeiros 

Assim que engoli as primeiras curvas da Romeiros, a agressividade da Triumph Speed Twin 1200 RS se fez notar. A posição de pilotagem é puramente dinâmica: o guidão é mais baixo e avançado, enquanto as pedaleiras são altas e recuadas, jogando o peso do seu corpo para a dianteira e te preparando para o ataque. Por conta dessa distribuição de carga e dos absurdos pneus Pirelli Racetec RR, a direção exige um toque a mais de esforço em baixas velocidades.

imagem do piloto em ação com a speed twin 1200 rs
Ótima performance em curvas – foto: Gustavo Epifanio

No entanto, à medida que o ritmo acelera, a mágica acontece: a geometria de chassi mais fechada e precisa faz a moto responder de forma direta e cirúrgica a qualquer comando. É uma agilidade muito superior à geração anterior, transmitindo uma confiança inabalável para frear mais tarde e abrir o acelerador mais cedo.

imagem do freio brembo stylema da speed twin 1200 rs
Freios Brembo Stylema poderoso – foto: Gustavo Epifanio

Nas frenagens que antecedem os grampos da estrada paulista, o conjunto Brembo Stylema de primeira linha dá um show à parte. A alavanca oferece uma modulação progressiva e linear, onde a mordida inicial não é um susto, mas a potência de parada é massiva para uma moto com 216 kg de peso em ordem de marcha. Para garantir que você abuse desse poder com segurança, entra em cena a Unidade de Medição Inercial (IMU) de última geração.

imagem do freio dianteiro da Triumph Speed Twin 1200
Freio Brembo Stylema – foto: Gustavo epifanio

Eletrônica com nível de Superesportiva 

A inteligência do sistema gerencia o ABS e o controle de tração sensíveis à inclinação. Na saída de curva, com a moto ainda deitada, você pode exigir potência total: o sistema modula a entrega de forma imperceptível, evitando derrapagens e liberando a cavalaria gradualmente conforme a moto se alinha. É uma pilotagem tão intuitiva e sob controle que quase parece um videogame, uma tecnologia antes restrita às superesportivas de pista e que agora calça uma clássica.

imagem da Triumph Speed Twin na estrada
Passeios muito prazerosos – foto: Gustavo Epifanio

São três modos de pilotagem: Road, Rain e o Sport, que a deixa verdadeiramente mais agressiva e pronta para encarar qualquer máquina numa pista mais travada, afinal sua velocidade final é menor do que as nakeds esportivas com mais de 150 cv de potência, mas o grande lance desta inglesa é a entrega do torque em rotações mais baixas, proporcionando saídas de curvas muito excitantes.

imagem do painel tft da triumph clássica
Painel TFT – foto: Gustavo Epifanio

Para fechar o ritmo esportivo, a RS vem equipada com um garfo Marzocchi USD de 43 mm e amortecedores traseiros Öhlins piggy-back totalmente ajustáveis, que copiam cada milímetro das imperfeições do asfalto com maestria. No quesito transmissão, o quickshifter é um aliado fantástico em altas velocidades, garantindo trocas rápidas e fluidas nas retas.

imagem do quickshifter da speed twin 1200
Quickshifter preciso – foto: Gustavo Epifanio

Ele apenas pede uma leve adaptação técnica em reduções sucessivas e muito rápidas em rotações baixas, onde uma leve beliscada no acelerador ajuda o sistema a entender o comando. Eu gostei demais desta versão preta, mas tem também a laranja metálica. E você, prefere qual delas? Deixe seu comentário.

 

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