Yadea celebra marco histórico no Brasil e reforça ofensiva chinesa das motos elétricas

 

As fabricantes chinesas de motos elétricas estão aumentando a aposta no Brasil — e a Yadea acaba de dar mais um passo nesse sentido. A marca celebrou a entrega da 100ª unidade da Keeness no país, marco que acontece em meio à expansão da operação brasileira, crescimento da rede de concessionárias e fortalecimento da produção em Manaus.

A Yadea atingiu essa marca histórica durante uma ação realizada em Curitiba (PR). Ao mesmo tempo, a empresa confirmou que um novo lote do modelo chegará ao país em agosto de 2026, reforçando a estratégia de crescimento da operação brasileira.

O movimento reforça um cenário cada vez mais evidente no setor de duas rodas: gigantes asiáticas enxergam o mercado brasileiro como estratégico para a expansão da mobilidade elétrica na América Latina. Além da Yadea, empresas como a AIMA também aceleram investimentos e planos de crescimento no país.

Como é a Yadea Keeness

A Keeness foi apresentada ao mercado nacional em 2025 e passou a integrar a ofensiva da Yadea no segmento de motocicletas elétricas premium. O modelo reúne motor central com potência de pico de até 11 kW, velocidade máxima de 100 km/h e aceleração de 0 a 50 km/h em aproximadamente três segundos. Entre os destaques, a moto ainda oferece conectividade via aplicativo, partida por botão, Bluetooth, rastreamento remoto, chave inteligente e sistema antifurto.

Yadea amplia operação brasileira

Mais do que o desempenho da moto, o que chama atenção é o momento vivido pela Yadea no Brasil. A fabricante chinesa já iniciou produção local em Manaus e vem ampliando gradualmente sua rede de distribuição, estrutura de pós-venda e presença comercial no país.

A operação brasileira faz parte de uma estratégia global mais ampla. A companhia escolheu o Brasil como um dos mercados prioritários da América Latina e utiliza Manaus como base para expansão regional. Atualmente, a marca atua em mais de 100 países e já ultrapassou a marca de 100 milhões de usuários globalmente.

Segundo a empresa, a Keeness começou sua primeira fase comercial no Brasil por meio de mais de 10 concessionárias autorizadas distribuídas entre São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Agora, a expectativa é ampliar ainda mais a presença nacional da motocicleta elétrica premium.

Manaus ganha importância estratégica

O Polo Industrial de Manaus vem se consolidando como peça-chave na nova ofensiva das fabricantes asiáticas no setor de duas rodas. Além das marcas tradicionais instaladas na região, empresas chinesas passaram a enxergar o Brasil como um mercado estratégico para expansão industrial e comercial.

A própria Yadea já utiliza Manaus como centro de produção local, enquanto outras fabricantes também ampliam suas operações no país. O movimento acompanha o crescimento do mercado brasileiro de motocicletas, que registrou em 2026 o melhor início de ano para produção em mais de uma década.

Além da expansão da Yadea, outras gigantes chinesas também passaram a olhar com atenção para o Brasil. Uma delas é a AIMA, fabricante de mobilidade elétrica que revelou planos ambiciosos para o mercado nacional durante visita da MOTOCICLISMO à fábrica da empresa em Tianjin, na China.

Gigantes chinesas aceleram planos no Brasil

A Aima confirmou estratégia de expansão comercial no país, incluindo ampliação da rede de distribuição, fortalecimento do pós-venda e estudos relacionados à produção local. A companhia pretende crescer gradualmente no segmento brasileiro de motos e scooters elétricos, acompanhando o aumento do interesse por soluções de mobilidade urbana eletrificada.

O movimento de marcas como AIMA e Yadea mostra que o segmento de motos elétricas começa a entrar em uma nova fase no Brasil. Se antes o mercado era dominado principalmente por scooters urbanos de baixa velocidade, agora fabricantes globais passam a apostar em modelos mais sofisticados, com foco em desempenho, conectividade e experiência premium.

Mesmo ainda representando uma pequena parcela do setor nacional de motocicletas, a mobilidade elétrica ganha novos investimentos, expansão industrial e atenção crescente das fabricantes chinesas, que enxergam no Brasil um dos mercados mais promissores da América Latina.

 

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