O consórcio segue consolidando sua importância no mercado brasileiro de motocicletas. Levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) mostra que 35,5% das motos zero-quilômetro adquiridas entre janeiro e junho de 2026 foram compradas por meio da modalidade, evidenciando sua força como alternativa ao financiamento tradicional.
Considerando todo o mercado de duas rodas — incluindo motocicletas novas e usadas —, o consórcio respondeu por 27,8% das aquisições, enquanto os financiamentos representaram 72,2%. Entre as motocicletas seminovas, a participação da modalidade foi de 6,3%.

Vendas de cotas de consórcio de motos seguem em alta
O bom desempenho também aparece nas adesões aos grupos de consórcio. Durante o primeiro semestre de 2026, foram comercializadas 759,6 mil cotas de motocicletas, resultado 8,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O crescimento, inclusive, ficou acima da projeção inicial da própria ABAC, que estimava avanço de 7% para o segmento.
O levantamento mostra ainda que 339,2 mil consorciados foram contemplados entre janeiro e junho, recebendo crédito para adquirir uma motocicleta.
Mais de 3,3 milhões de brasileiros participam de consórcios de motos
Outro indicador que reforça a relevância do segmento é o número de participantes ativos. Em junho de 2026, os grupos de consórcio de motocicletas reuniam 3,30 milhões de consorciados, o equivalente a 24,7% de todos os participantes do Sistema de Consórcios. O segmento fica atrás apenas dos veículos leves em quantidade de participantes.
No consolidado do Sistema de Consórcios, o Brasil alcançou um recorde de 13,36 milhões de participantes ativos, alta de 12,6% sobre junho de 2025. As vendas de cotas cresceram 14,6% no semestre, totalizando 2,82 milhões de adesões e movimentando R$ 278,99 bilhões em créditos comercializados.
Quase uma em cada três motos vendidas contou com recursos de consórcio
Sob a ótica do potencial de utilização dos créditos contemplados, a ABAC estima que o consórcio participou de 28,9% das motocicletas comercializadas no mercado interno durante o primeiro semestre. Na prática, isso significa que praticamente uma em cada três motos vendidas no país contou com recursos provenientes da modalidade.
Segundo a entidade, os números reforçam o crescimento contínuo do consórcio como alternativa de planejamento financeiro para a compra de motocicletas, especialmente em um cenário de juros elevados e maior cautela dos consumidores na contratação de crédito.





