A Abraciclo elevou suas projeções para a indústria de motocicletas em 2026. A associação agora estima a produção de 2,1 milhões de unidades no Polo Industrial de Manaus (PIM), crescimento de 6% em relação a 2025. A previsão anterior era de 2,07 milhões de motocicletas.
A revisão reflete o avanço da demanda e o desempenho positivo do setor ao longo do ano. Além disso, a entidade aumentou as estimativas para os emplacamentos no mercado brasileiro e para as exportações.

Segundo Marcos Bento, presidente da Abraciclo, o mercado vive um momento favorável, impulsionado por novos lançamentos e pelo aumento da procura por motocicletas.
O executivo também destaca a importância das motos para a mobilidade urbana e a geração de renda. De acordo com ele, esses veículos oferecem uma alternativa ágil, econômica e acessível para os deslocamentos diários e para diferentes atividades profissionais.
Outro destaque é a procura crescente por modelos de média e alta cilindrada. Nesse segmento, os consumidores buscam mais desempenho, conforto e tecnologia, fatores que contribuem para ampliar a demanda por motocicletas de diferentes categorias.
Abraciclo aumenta previsão de vendas e exportações
A revisão das projeções também alcançou o mercado interno. A Abraciclo espera que o Brasil registre 2,35 milhões de motocicletas emplacadas em 2026, alta de 6,9% em relação ao ano anterior. A estimativa inicial era de 2,3 milhões de unidades.
No mercado externo, a associação passou a projetar o embarque de 48 mil motocicletas, crescimento de 11,3% na comparação com 2025. Antes, a previsão era de 45 mil unidades exportadas, com avanço estimado de 4,4%.
As novas estimativas indicam que a indústria brasileira de motocicletas deve encerrar o ano com resultados positivos tanto na produção quanto na comercialização. Entretanto, o desempenho efetivo dependerá da evolução da demanda nos últimos meses de 2026.

Produção de motocicletas atinge melhor resultado desde 2008
Entre janeiro e setembro de 2026, o Polo Industrial de Manaus produziu 1.645.034 motocicletas. O volume representa crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período de 2025 e estabelece o melhor resultado para os nove primeiros meses do ano desde 2008, segundo levantamento da Abraciclo.
Somente em setembro, a produção chegou a 186.758 unidades. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2011.
Na comparação com setembro do ano passado, o volume aumentou 10,4%. Por outro lado, houve retração de 8,5% em relação a agosto, movimento que não impediu o setor de manter o desempenho positivo no acumulado do ano.
Os números reforçam a importância do Polo Industrial de Manaus para a fabricação de motocicletas no Brasil e mostram a continuidade da expansão da atividade industrial.
Street lidera a produção de motocicletas no Brasil
As motocicletas da categoria Street concentraram a maior parcela da produção nacional entre janeiro e setembro de 2026. No período, as fabricantes produziram 842.150 unidades, equivalentes a 51,2% do total.
Na sequência, aparecem as categorias Trail e Motoneta, que também mantêm participação relevante na indústria brasileira.
Confira o ranking das principais categorias:
Motos de baixa cilindrada concentram quase 79% da produção
A análise por cilindrada mostra que os modelos de baixa cilindrada continuam dominando a indústria nacional. De janeiro a setembro, foram produzidas 1.295.499 unidades desse segmento, o equivalente a 78,8% do total.
As motocicletas de média cilindrada somaram 302.992 unidades, com participação de 18,4%. Já os modelos de alta cilindrada alcançaram 46.543 unidades, correspondentes a 2,8% da produção.
Apesar da participação menor em volume, as motos de alta cilindrada apresentaram crescimento de 19,7% no acumulado do ano, indicando avanço desse segmento.

Varejo registra recorde de emplacamentos em 2026
O mercado brasileiro também apresentou resultados expressivos nas vendas. Entre janeiro e setembro, o varejo registrou 1.783.972 motocicletas emplacadas, recorde para o período e volume 10,5% superior ao observado nos nove primeiros meses de 2025.
O resultado reforça o aquecimento da demanda interna e acompanha o crescimento registrado pela indústria ao longo do ano.
Em setembro, foram licenciadas 205.120 motocicletas. O número representa queda de 0,4% em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo de 0,1% na comparação com agosto.
Mesmo com a pequena retração mensal, o ritmo de comercialização permaneceu elevado. Considerando os 21 dias úteis de setembro, a média diária foi de 9.768 motocicletas emplacadas.

Exportações de motos crescem 23,7% no ano
As exportações também apresentaram evolução positiva em 2026. De janeiro a setembro, as fabricantes associadas à Abraciclo embarcaram 36.489 motocicletas para outros países, alta de 23,7% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Em setembro, os embarques somaram 4.826 unidades. O volume caiu 8,2% na comparação anual, mas avançou 12,5% em relação a agosto.
Apesar da oscilação mensal, o desempenho acumulado levou a associação a elevar a projeção para o ano. Agora, a expectativa é exportar 48 mil motocicletas em 2026, crescimento de 11,3% em relação ao resultado de 2025.
Com a revisão das estimativas, a Abraciclo projeta um encerramento de ano positivo para a indústria brasileira de duas rodas, sustentado pelo crescimento da produção, pelo recorde de emplacamentos no varejo e pela expansão dos negócios internacionais.
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