A inflação da zona do euro ainda não está tão baixa quanto o Banco Central Europeu gostaria, portanto as taxas de juros precisam permanecer suficientemente altas para lidar com as pressões sobre os preços, disse o presidente do banco central alemão, Joachim Nagel, na quarta-feira (18).
O BCE cortou os juros pela segunda vez este ano na quinta-feira (12) e os mercados agora estão tentando adivinhar quando será o próximo movimento, com a maioria das apostas concentradas em dezembro e algumas também em outro corte em outubro.
Nagel não quis, como alguns de seus colegas, fechar a porta para dezembro, mas observou que ainda há obstáculos.
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“A inflação atualmente não está onde queremos que esteja”, disse ele em um discurso em Frankfurt.
Embora a inflação anual tenha caído para 2,2% em agosto e possa se aproximar ainda mais da meta de 2% do BCE neste mês, ela provavelmente voltará a subir no final do ano e poderá terminar 2024 em torno de 2,5%.
Uma questão importante é que o crescimento dos salários continua rápido e pode pressionar para cima o consumo privado e, portanto, os preços.
“Na Alemanha, foram fechados aumentos salariais altos nos mais recentes acordos de negociação coletiva”, disse Nagel. “E novos acordos relativamente altos também são esperados nas próximas negociações.”
Ele acrescentou que a escassez de mão de obra na Alemanha provavelmente vai manter a pressão de alta sobre os salários mesmo no longo prazo.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Inflação da zona do euro não está onde BCE quer, diz chefe do BC alemão no site CNN Brasil.





