A cidade de São Paulo deve contar com pelo menos 400 quilômetros de Faixa Azul até o final de 2028. A promessa foi feita pelo prefeito Ricardo Nunes na última semana, durante a entrega de mais 6 quilômetros do corredor preferencial para motocicletas na Avenida do Estado.
“A atividade de uso da moto é perigosa, os dados mostram e a gente sabe que é, e aí compete a nós fazermos as ações para diminuir a letalidade, diminuir o número de acidentes e é isso que a gente está fazendo com a Faixa Azul, que tem sido reproduzida em outros municípios como São Bernardo, Santo André, por conta da experiência positiva que a gente vem tendo aqui”, afirmou o prefeito.

Como é a Faixa Azul da Avenida do Estado
Acima de tudo, são 6 quilômetros de corredores preferenciais para motociclistas. No sentido Marginal Tietê o início é 100 metros antes do Viaduto 25 de Março e segue até a Avenida Santos Dumont. Contudo, no sentido do bairro do Ipiranga a sinalização inicia 200 metros após a Rua David Bigio e vai até o Viaduto Governador Roberto Abreu Sodré.
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Antes de mais nada, com o novo trecho, a capital paulista completou 221,2 quilômetros de Faixa Azul. Atualmente, 46 vias de São Paulo estão sinalizadas com a faixa preferencial de motos. Em suma, diariamente, mais de 500 mil motociclistas são beneficiados em seus deslocamentos com a via preferencial para motocicletas, diz a Prefeitura.

Pesquisa indica satisfação com o projeto
Uma pesquisa da CET, divulgada pela SEMTRA, revelou alta satisfação dos usuários das vias que receberam a Faixa Azul em São Paulo, tanto motociclistas quanto motoristas. Nesse sentido, o levantamento entrevistou condutores da Avenida dos Bandeirantes, Avenida Sumaré, Avenida das Nações Unidas e Avenida Vinte e Três de Maio, demonstrando aprovação expressiva do projeto.

Na Avenida dos Bandeirantes, 99% dos motociclistas e 89,8% dos motoristas aprovaram o projeto, com a maioria percebendo melhora na convivência no trânsito. Em suma, resultados semelhantes foram registrados nas demais avenidas, com índices de aprovação superiores a 83%. Por fim, na Avenida Vinte e Três de Maio, 93,9% dos motociclistas e 70,3% dos motoristas notaram um compartilhamento mais seguro da via.
Motoboy desde 2002, Marcos Cardoso Alves, 48 anos, conta que passou a se sentir mais seguro no trabalho após a criação das faixas exclusivas. “A Faixa Azul realmente diminuiu os acidentes. Quando não tinha a faixa exclusiva, eu chegava a ver até seis acidentes envolvendo motociclistas por dia. A iniciativa não acabou com todos os acidentes, mas fez uma grande diferença”, destaca.
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