A Ducati confirmou oficialmente a saída de Francesco Bagnaia ao final da temporada 2026 da MotoGP. O anúncio encerra uma das parcerias mais vitoriosas da história recente da categoria, com o piloto italiano deixando a equipe de fábrica após oito temporadas com a marca de Borgo Panigale.
A confirmação acontece pouco depois da renovação de contrato de Marc Márquez com a Ducati até 2028, movimento que consolidou a permanência do espanhol no projeto da equipe italiana para os próximos anos. Com isso, Bagnaia encerrará sua trajetória vestindo o tradicional vermelho da Ducati ao fim do atual ciclo.

Aprilia surge como provável destino de Bagnaia
Embora a próxima equipe de Francesco Bagnaia ainda não tenha sido anunciada oficialmente, o futuro do bicampeão mundial já movimenta o mercado da MotoGP. A expectativa é que o italiano siga na categoria com a Aprilia, possivelmente como companheiro de equipe de Marco Bezzecchi a partir de 2027.
Caso a transferência seja confirmada, Bagnaia chegaria à fabricante de Noale como uma das principais referências do projeto. Em outras palavras, levando consigo a experiência de ter liderado a reconstrução da Ducati e conquistado dois títulos mundiais na era MotoGP.

Renovação do projeto com Pedro Acosta
Com a saída de Bagnaia, a Ducati também já trabalha na formação de sua equipe para o próximo ciclo da MotoGP. Nos bastidores, o nome mais cotado para assumir a vaga do italiano é o espanhol Pedro Acosta, atualmente piloto da KTM e considerado uma das principais promessas da categoria.
Caso a negociação se confirme, Acosta poderá formar dupla com Marc Márquez a partir de 2027, em uma nova fase do projeto da Ducati. O tubarão é campeão mundial da Moto3 e Moto2, credenciais que o posicionam como um dos talentos capazes de liderar a próxima geração da MotoGP.

União com Bagnaia levou Ducati de volta aos títulos
A relação entre Bagnaia e Ducati começou em 2019, quando o italiano passou a defender a equipe satélite Pramac Racing com suporte oficial da fábrica. Depois de conquistar seu primeiro pódio em 2020, em San Marino, o piloto ganhou espaço, chegando ao time oficial da marca italiana em 2021.
O salto para a equipe principal marcou o início de uma das fases mais importantes da história da Ducati na MotoGP. Em 2022, Bagnaia devolveu o título mundial de pilotos à marca italiana após 15 anos, repetindo o feito de Casey Stoner em 2007. No ano seguinte, o italiano conquistou o bicampeonato e entrou para um grupo seleto de pilotos que conseguiram defender uma taça na era MotoGP.

Legado de Bagnaia na Ducati
Durante sua passagem pela Ducati, Bagnaia acumulou números expressivos. O italiano soma 31 vitórias, o maior número de triunfos de um piloto com uma Desmosedici, além de 62 pódios e 28 pole positions pela fabricante italiana.
A parceria também foi fundamental para o domínio recente da Ducati na categoria. Dos quatro títulos mundiais de pilotos conquistados pela marca na era MotoGP, dois foram assinados por Bagnaia.
“Pecco escreveu uma parte fundamental da história esportiva da Ducati. Ele cresceu conosco, acreditou no projeto e, junto com a equipe, deu uma contribuição decisiva para levar a Desmosedici GP de volta ao topo da MotoGP”, afirmou Claudio Domenicali, CEO da Ducati Motor Holding.

O executivo destacou ainda o comportamento do piloto dentro e fora das pistas, ressaltando o profissionalismo e a importância de Bagnaia para a imagem da Ducati.
“Pecco é um campeão dentro e fora das pistas. Além de seu talento extraordinário, seu respeito pelo trabalho da equipe e o profissionalismo com que sempre representou a Ducati o colocam entre os protagonistas mais importantes da nossa história”, completou Domenicali.
Dall’Igna destaca importância do piloto no projeto Ducati
Luigi Dall’Igna, diretor-geral da Ducati Corse, também reforçou o papel de Bagnaia no desenvolvimento da Desmosedici GP e na reconstrução da equipe italiana como referência na MotoGP.
“Pecco é um daqueles pilotos com quem a conexão surgiu imediatamente. Fomos atrás dele e o quisemos desde muito jovem para construir um projeto ao seu redor”, declarou o engenheiro.

Segundo Dall’Igna, o objetivo sempre foi extrair o máximo potencial da moto italiana, algo que acabou alcançado com a combinação entre tecnologia, trabalho da equipe e talento do piloto.
“Pecco permanecerá para sempre como um campeão na história de Borgo Panigale. Com a Ducati, ele realizou seus sonhos de infância, e nós realizamos os nossos ao seu lado”, afirmou.
As últimas danças entre Ducati e Bagnaia
Apesar da despedida confirmada, Ducati e Bagnaia ainda terão uma temporada completa pela frente. A equipe italiana destacou que o piloto seguirá totalmente comprometido até sua última corrida com a Desmosedici GP.
“Temos certeza de que ele continuará dando tudo de si até seu último dia vestindo vermelho”, afirmou Domenicali.
A temporada 2026, portanto, marcará o encerramento de uma das duplas mais marcantes da MotoGP moderna, responsável por recolocar a Ducati no topo da principal categoria do motociclismo mundial.






