Quando a Ducati decide celebrar o seu centenário abrindo o cofre da história, o resultado é uma obra de arte sobre duas rodas. Pegar o motor Desmosedici Stradale derivado direto das pistas, socar em uma cruiser com a pintura clássica tricolor que Mike “The Bike” Hailwood usou para chocar o mundo na Ilha de Man em 1978… isso não é uma moto, é um investimento financeiro de alto luxo.

Como parte das celebrações do seu tão esperado centenário de fundação, a fabricante de Borgo Panigale parou o paddock do circuito de Mugello para apresentar ao mundo a sua mais ambiciosa e exclusiva coleção de arte sobre duas rodas: a Collezione 100. Trata-se de um projeto magnífico composto por dez minisséries numeradas e estritamente limitadas a apenas 100 unidades por design. No topo dessa pirâmide de cobiça e luxo mecânico está a espetacular Ducati Diavel V4 RS 100, um item de colecionador puro que funde a brutalidade contemporânea da engenharia italiana com uma pintura que evoca um dos capítulos mais lendários do motociclismo mundial.

Tabelada no mercado europeu em 78.000 euros, o que equivale a impressionantes US$ 83.500 dólares em conversão direta, a máquina ultrapassa a barreira de um veículo convencional. Ela foi projetada para ser uma peça de investimento, tanto que cada um dos 100 felizardos compradores receberá a sua unidade protegida dentro de uma caixa de madeira nobre feita sob medida.

A herança da Ilha de Man: a homenagem a Mike Hailwood
O visual tricolor em verde, vermelho e branco que veste a carenagem e o design musculoso da Ducati Diavel V4 RS 100 tem um peso histórico gigantesco. Trata-se de uma releitura direta da histórica Ducati 900 MHR (Mike Hailwood Replica) do final dos anos 70.

Para os puristas, esse esquema de cores representa o milagre de 1978, quando o icônico piloto britânico Mike “The Bike” Hailwood retornou às competições após um hiato de 11 anos e conquistou uma vitória inacreditável no Troféu Turístico da Ilha de Man (Tourist Trophy), pilotando uma lendária máquina baseada na 900 SS. A nova releitura comemora esse DNA vitorioso com acabamento de joalheria.
Desempenho Desmosedici: o coração de 182 cv
A base mecânica é a refinada variante RS, mas elevada ao extremo da sofisticação. Em vez do motor Granturismo convencional, a RS 100 traz o icônico bloco Desmosedici Stradale de 1.103 cm³, o motor V4 a 90° derivado diretamente das pistas da MotoGP.

Esse propulsor entrega brutais 182 cv de potência máxima a 11.750 rpm e um torque avassalador de 12,2 kgf.m a 9.500 rpm. Acoplado a um peso em ordem de marcha (sem combustível) de apenas 220 kg, este monstro de arrancada faz o velocímetro saltar de 0 a 100 km/h em míseros 2,5 segundos, engolindo o asfalto com uma entrega de força avassaladora para uma moto de suas proporções.

Arsenal de pista e ergonomia customizada
A sofisticação nos detalhes da Ducati Diavel V4 RS 100 salta aos olhos em cada componente usinado em alumínio maciço (CNC), como o guidão central exclusivo e a tampa de combustível de liberação rápida. O grande destaque visual e sonoro fica por conta da tampa aberta para a embreagem seca, que emite o clássico e apaixonante chocalho metálico característico das Ducati de corrida.

É importante destacar que tanto a tampa de embreagem aberta quanto o bocal de combustível de corrida são componentes voltados exclusivamente para uso em circuitos fechados ou exibições, uma vez que não possuem homologação para as restritivas leis de circulação em vias públicas urbanas.

Abaixo, veja os principais dados de dimensões e performance da joia de Borgo Panigale:
Uma obra de arte que valoriza na garagem
O mercado de motocicletas de altíssimo luxo funciona como o mercado de arte ou de hipercarros elétricos e a combustão: a exclusividade dita o valor. A Ducati Diavel V4 RS 100 não foi feita para bater recordes de vendas em concessionárias, mas para se tornar a estrela principal das coleções mais ricas do mundo.

Unir o ronco ensurdecedor da embreagem seca e a patada de 182 cv do motor de MotoGP com a mística da vitória de Mike Hailwood na Ilha de Man é uma tacada de mestre da marca em seu centenário. Quem tiver a chance e o capital para garantir uma dessas 100 caixas de madeira, estará guardando um pedaço vivo da história do esporte a motor.






