A Kawasaki lançou a KLX 230, modelo de baixa cilindrada e uso misto que chega para entrar em segmento dominado por Honda NX160 Bros e XRE190, além das Yamaha Crosser 150 e Lander 250.
Com proposta voltada ao uso on e off-road, a novidade amplia as opções para quem busca uma moto trail nessa faixa de cilindrada.

A Kawasaki KLX 230 chega em três versões, a Standard, a versão S e uma terceira versão, exclusiva para a prática do off-road e desprovida de qualquer adereço supérfluo para tal, como farol, setas, buzina e painel.
Portanto ela não é licenciável, porém é perfeita para quem ama e quer praticar o off-road com um bom modelo de entrada.
A única diferença da versão Standard para a versão S é a altura da moto. Portanto, a versão S (de Small m inglês), tem as suspensões 6 cm mais baixas o que deixa a moto 5 cm mais baixa que a Standard. No resto a moto é idêntica.

O design da KLX230 é de uma moto off-road raiz
Basta um simples olhar para identificar a proposta mais voltada ao off-road da nova KLX 230. O guidão largo, o banco estreito que avança sobre o tanque e o para-lama traseiro reto são tal qual os das motos de enduro e cross.
Ainda assim, segundo os executivos da Kawasaki, sua proposta é atender clientes que transitam regularmente tanto no asfalto quanto na Terra, embora algumas características a coloquem no espectro mais voltado ao off-road.
O lado feio da KLX230
Não é preciso um olhar muito atento para reparar nos discos de “feios”. O trocadilho resume a percepção unânime ao que salta ao olhos.


O disco rígido fechado, que dá a impressão de ainda ter que passar pelo processo de finalização, certamente é uma questão de economia em escala pela busca de competitividade no preço final.
Outro componente que chama a atenção é o pneu traseiro muito estreito, embora o pessoal da Kawasaki tenha dito que por conta dele alguns números melhoraram, como a velocidade final e as acelerações, por outro, visualmente faz a traseira da moto parecer de moto infantil.

Por outro lado, se você colocar a moto em estrada de terra, apesar de funcionar bem, se tivesse um pneu de medida um pouco maior, como por exemplo 90/90-18, igual ao da versão RS, a moto seria ainda melhor na terra.
Por sua vez, a versão RS, que vem equipada com os pneus de cravo para off-road, fica com o visual mais proporcional e alinhado ao das motos da família KX que estamos acostumados.
Qual é o motor da KLX230
A KLX 230 tem motor monocilíndrico injetado de duas válvulas e 233 cm³. A refrigeração a ar é explícita pelas aletas no cilindro, o que o faz parecer de maior cilindrada.
O motor está acoplado a uma caixa de câmbio de seis marchas com embreagem deslizante e assistida. A KLX 230 rende 19 cv e 1,94 kgf.m de potência e torque respectivamente. Por isso, considerando os 139 quilos de peso em ordem de marcha tem relação peso-potência de 7,31 kg/cv.
Por sua vez, a moto mais vendida nesse segmento no Brasil, a NX160 Bros, com seus 14,3 cv e 136 quilos em ordem de marcha, tem relação peso/potência de 9,5 kg/cv.

Assim, na prática a KLX230 tem boas respostas ao giro do acelerador e entrega de maneira suave seus predicados. É um motor que mostrou valentia, mas tem suas limitações, afinal sua velocidade final ficou nos 105km/h marcados no painel em nosso rolé.
Em subidas mais longas, por exemplo, para carregar meus 80 quilos, foi necessário fazer reduções de marcha, para não perder velocidade. Por outro lado, segundo medições feitas pela fábrica, a moto alcançou 109 km/h de velocidade máxima, na versão S.
Ainda assim ela é divertida, e no trajeto que fizemos por estradas e trilhas em São José dos Campos, ela mostrou que é bastante capaz, suas suspensões trabalham muito bem para absorver as pancadas do piso irregular e o sistema de freios também é eficiente.
Como é o comportamento da ciclística da KLX 230
O chassida KLX230 é em aço tubular do tipo berço semiduplo e as suspensões têm longo curso. Na versão Standard a dianteira percorre 220 mm e a traseira 223 mm. Por sua vez a versão S (Small) tem respectivamente 160 mm e 163 mm de curso.

A KLX230 RS tem as mesmas medidas de curso de suspensões da versão Standard, portanto você pode deduzir que a moto foi feita para enfrentar todo tipo de desafio.
A medida dos pneus da KLX230
O conjunto de rodas da KLX230, tem aro de 21 polegadas na dianteira e de 18 atrás, medidas características das motos de off-road enduro e motocross.
O conjunto é bastante estável, na frente o pneu tem medida 80/90-21, mas o pneu traseiro estreito (medida 4.10-18) não oferece o nível de confiança para tirar máximo proveito contornando curvas no asfalto, mesmo calçada com os bons pneus Metzeler Enduro 3.
Por sua vez, a versão RS com pneus de cravo (de medida 90/90-18 atrás) pode tracionar melhor na terra, não só pelos gomos de borracha, mas também por conta de sua largura maior.
Características técnicas da ciclística da KLX 230
O chassi tubular é do tipo berço semiduplo e as suspensões têm longo curso. Na versão Standard a dianteira percorre 220 mm e a traseira 223 mm. Por sua vez a Small (S) tem respectivamente 160 mm e 163 mm de curso.

A KLX230 RS tem as mesmas medidas de curso de suspensões da versão Standard, portanto você pode deduzir que a moto foi feita para enfrentar todo tipo de desafio.
O conjunto é bastante estável, mas o pneu traseiro estreito (medida 4.10-18) não oferece aquele nível de confiança para tirar máximo proveito contornando curvas no asfalto.
Por sua vez, a versão RS com pneus de cravo (de medida 100/100-18 atrás) pode tracionar melhor na terra, não só pelos gomos de borracha, mas também por conta de sua largura maior.
A KLX230 tem um bom sistema de freios
Apesar da má impressão que o disco de freio dianteiro oferece com seus 290 mm de diâmetro, combinado à pinça Nissin de dois pistões e ao ABS, ele oferece ótima pegada e é bastante potente.
Atrás o disco oferece bom auxílio nas frenagens e tem a mesma característica visual do dianteiro, porém é menor (230 mm de diâmetro) e mais discreto.
Como é pilotar a KLX 230
Sem dúvida, a pegada da KLX 230 é a de uma moto trail raiz, a ergonomia e posição de pilotagem são bem características das motos de off-road, banco estreito que avança sobre o tanque, guidão largo e as suspensões de longo curso confirmam sua aptidão aventureira.
O motor tem suas limitações, mas no geral responde bem. É verdade que poderia ter um pouco mais de fôlego, mas seus 19 cv estão um pouco acima das concorrentes de 150 cm³ (Yamaha Crosser), de 160 cm³ (Haojue NK160 e Honda NXR160 Bros ) e de 190 cm³ (XRE190) que têm 12 cv, 14, 14,3 e 16 cv respectivamente.

As suspensões são parrudas e se mostraram eficientes no asfalto e na terra, assim como os freios também são eficientes e permitem boas frenagens, com bom tato.
Componentes intrigantes
Particularmente, alguns componentes me intrigaram e, de certa forma, me decepcionaram. Vista por trás a moto parece uma pit bike (moto infanto-juvenil) por conta do pneu traseiro, que tem medida de pneu dianteiro (4.10-18).
Por outro lado, os discos de freio maciços, apesar de eficientes, são muito feios e chamam a atenção por conta disso (é uma característica das motos produzidas na Índia), nas de origem tailandesa os discos são do tipo wave, muito mais bonitos.

Outro ponto que merece atenção é o tanque de combustível, que tem capacidade para apenas 7,6 litros, o que limita sua autonomia, principalmente diante da concorrência.
Os preços das três versões da KLX230
Os preços das três versões são atrativos. A mais barata é a versão RS (exclusiva para uso off-road), que tem preço sugerido de R$ 19.990 e as versões Standard e Small R$ 24.990, a todos ainda tem que se agregar o valor do frete.
Uma coisa é fato, a KLX230 à primeira-vista é bonita e chamativa com o inconfundível verde Kawasaki, embora eu tenha estranhado detalhes que saltam aos olhos (não se apegue aos detalhes como eu), mas sua dinâmica e capacidade de diversão se sobrepõem aos contrapontos e podem fazer valer a pena a aquisição.






