O novo Yamaha Aerox 2027 acaba de chegar às lojas trazendo uma tecnologia que até então era exclusiva de megascooters de altíssima cilindrada (como a lendária Suzuki Burgman 650 ou a própria Yamaha TMax no exterior). Colocar um câmbio CVT eletrônico com simulação de marchas em um motor de 155 cm³ é um divisor de águas.

Os scooters conquistaram o mundo pela conveniência do “acelera e vai”, mas sempre foram criticados pelos motociclistas mais puristas pela falta de interatividade da transmissão CVT convencional. Decidida a mudar as regras do jogo, a Casa dos Diapasões chocou o mercado asiático. O novo Yamaha Aerox Alpha 155 chega equipado com uma tecnologia inédita para a sua categoria: um variador eletrônico capaz de simular marchas e entregar uma pilotagem verdadeiramente esportiva.

O modelo, que traz forte inspiração visual na lendária linhagem de superesportivas YZF-R, promete unir a praticidade imbatível do scooter na cidade com a pegada emocional de uma motocicleta convencional.
Tecnologia YECVT: como funcionam as “marchas” eletrônicas?
A grande estrela do novo Yamaha Aerox 155 atende pela sigla YECVT (Yamaha Electric Continuous Variable Transmission). Ao contrário do CVT tradicional, que usa contrapesos físicos e força centrífuga para alterar as polias, o sistema da Yamaha é controlado eletronicamente por um atuador elétrico.

Na prática, isso permitiu à engenharia mapear a transmissão para funcionar de duas formas distintas, operadas por um botão seletor no punho esquerdo para alterar os modos de condução da transmissão YECVT. O Modo T (Touring) tem foco em economia, suavidade e conforto no trânsito urbano, enquanto o Modo S (Sport) tem uma entrega de torque imediata e retomadas muito mais agressivas.
Além dos modos automático, o piloto pode selecionar três níveis de variação eletrônica, que emulam reduções e marchas simuladas. Quer entrar em uma curva fechada ou fazer uma ultrapassagem? Basta acionar o botão para o sistema fechar a polia eletronicamente, elevando o giro do motor e gerando freio-motor, exatamente como se você estivesse reduzindo uma marcha em uma moto mecânica.

Motor Blue Core com VVA: eficiência e fôlego
Para acompanhar a sofisticação da transmissão, o conjunto mecânico é um velho conhecido de alta eficiência da marca. O coração da Aerox é o motor monocilíndrico Blue Core de 155 cm³, SOHC, equipado com o sistema VVA (Atuação de Válvula Variável).
O VVA altera o tempo de abertura das válvulas em rotações mais altas, garantindo que o motor tenha força em baixos giros para arrancadas, mas continue empurrando com vigor até o limite de rotação.
Ficha Técnica
Ciclística de moto com praticidade de scooter
A proposta do novo Yamaha Aerox 155 fica evidente na sua arquitetura de chassi. Em vez do assoalho plano dos scooters tradicionais, ela adota um túnel central elevado. Essa estrutura rígida melhora drasticamente a estabilidade em curvas de alta velocidade e reduz a torção do chassi, dando a ela uma agilidade muito mais próxima à de uma moto de rua (Underbone).
O conjunto roda sobre imponentes rodas de 14 polegadas, calçadas com pneus largos (110/80 na dianteira e generosos 140/70 na traseira), garantindo excelente área de contato com o solo. Para frenagens seguras sob qualquer condição climática, ela conta com discos de 230 mm em ambos os eixos e sistema ABS de dois canais de série.
Preço e passaporte mundial
O lançamento comercial do novo Aerox 155 está agendado primeiramente para o mercado japonês, com preço fixado em aproximadamente 3.000 dólares em conversão direta. Com esse pacote tecnológico, a Yamaha eleva o nível da categoria. Ela prova que os scooters urbanos de baixa cilindrada não precisam ser monótonos, abrindo as portas para que essa tecnologia de transmissão eletrônica chegue, muito em breve, a outros modelos globais da marca.





