A Yamaha apresentou a família RW, uma nova linha de scooters aventureiros para 2027. Ela reúne três modelos: RW700, RW700 Explore e RW350. Todos combinam características de motocicletas e scooters em uma proposta voltada tanto ao deslocamento cotidiano quanto à exploração de estradas pavimentadas e terrenos acidentados.
Os lançamentos representam a entrada da fabricante dos diapasões neste segmento de scooters aventureiros, que tem a família ADV da Honda como uma de suas principais referências no mundo.
As três novidades farão sua primeira aparição pública no EICMA 2026, evento que acontece entre os dias 5 e 8 de novembro. Até o momento, a Yamaha ainda não informou os preços nem se os modelos serão disponibilizados no mercado brasileiro.

Yamaha RW700 estreia com motor CP2 e transmissão Y-AMT
O RW700 é o modelo central da nova família e utiliza o conhecido motor CP2 da Yamaha, utilizado em modelos como Ténéré 700 e Tracer 7. O propulsor bicilíndrico de 689 cm³, com refrigeração líquida, entrega 69,3 cv a 8.250 rpm e torque máximo de 6,6 kgf.m entre 6.500 e 6.750 rpm.
Um dos destaques é a transmissão Yamaha Automated Manual Transmission (Y-AMT), que permite ao piloto escolher entre trocas manuais, realizadas por comandos no guidão, ou funcionamento totalmente automático. No modo manual, as mudanças de marcha acontecem em aproximadamente 0,1 segundo.

A configuração também inclui embreagem multidisco em banho de óleo, transmissão de seis velocidades e final por corrente. A fabricante dos diapasões declara consumo de 4,1 litros a cada 100 km.
Na ciclística, o Yamaha RW700 utiliza chassi tubular de aço, garfo dianteiro invertido de 41 mm e monoamortecedor traseiro do tipo bottom-link. O conjunto oferece 160 mm de curso na dianteira e 155 mm na traseira, características que favorecem a utilização em terrenos irregulares.

Os freios são compostos por dois discos hidráulicos de 298 mm na dianteira e um disco de 267 mm na traseira. As rodas utilizam pneus sem câmara, com medidas 120/70 R17 na frente e 160/60 R15 atrás.
A scooter tem 2.255 mm de comprimento, 940 mm de largura e 1.415 mm de altura. O assento fica a 810 mm do solo, enquanto a distância mínima do solo é de 170 mm. O peso em ordem de marcha é de 221 kg, e o tanque de combustível comporta 14 litros.
Tecnologia e equipamentos
O Yamaha RW700 também incorpora recursos eletrônicos voltados ao controle da motocicleta em diferentes condições de uso. Entre eles está a IMU de seis eixos, que trabalha em conjunto com os modos de pilotagem YRC, com configurações específicas para utilização em estradas e fora delas.
O modelo ainda oferece controle de cruzeiro, limitador de velocidade, Smart Key e setas com cancelamento automático. O painel é um TFT colorido de cinco polegadas, com navegação Garmin StreetCross e conectividade MyRide.

A ergonomia também foi pensada para diferentes situações. A RW700 possui pedaleiras ajustáveis em quatro posições e plataformas dobráveis, permitindo alternar entre a posição sentada e em pé durante a pilotagem.
RW700 Explore acrescenta conforto e suspensão ajustável
O RW700 Explore é a versão mais equipada da família de scooters aventureiros da Yamaha. Ela mantém o motor CP2 de 689 cm³, com os mesmos 69,3 cv e 6,6 kgf.m de torque do irmão RW700, além da transmissão Y-AMT e dos recursos eletrônicos presentes na RW700.
Contudo, a principal diferença está nos equipamentos voltados ao conforto e à personalização da pilotagem. A suspensão dianteira invertida de 41 mm permite ajustes de pré-carga de 15 mm e amortecimento de retorno em 11 posições.

Na traseira, o monoamortecedor com 155 mm de curso também possui ajustes de pré-carga e retorno. A configuração permite adaptar o comportamento da scooter às preferências do piloto e às condições do percurso.
Outro diferencial são as manoplas aquecidas e o assento aquecido, ambos com dez níveis de ajuste. A versão também incorpora cavalete central, comandos retroiluminados e acabamento Texnature.

O RW700 Explore pesa 224 kg em ordem de marcha, três quilos a mais que o RW700. As demais dimensões são semelhantes, incluindo altura do assento de 810 mm, entre-eixos de 1.585 mm e tanque de 14 litros.
Yamaha RW350 estreia motor inédito
Já o RW350 completa a nova família com uma proposta de menor cilindrada, ocupando o posto de modelo de entrada da gama. Ele utiliza um inédito motor monocilíndrico de 327 cm³, quatro tempos, SOHC, quatro válvulas e refrigeração líquida.
Segundo a Yamaha, o propulsor entrega 29,2 cv a 7.000 rpm e torque máximo de 3,2 kgf.m a 5.750 rpm. A alimentação é feita por injeção eletrônica, enquanto a transmissão utiliza sistema automático CVT.

Um dos destaques do RW350 é a tecnologia Yamaha Dynamic Ride, que, segundo a fabricante, contribui para a redução da massa não suspensa e melhora a estabilidade e a sensação de controle durante a pilotagem. O motor também utiliza um balanceador de quatro eixos para reduzir vibrações.
O scooter aventureiro possui chassi tubular de aço, garfo telescópico dianteiro com 140 mm de curso e suspensão traseira com 105 mm de curso. O conjunto de freios utiliza discos hidráulicos de 282 mm na dianteira e 245 mm na traseira.

As rodas do RW350 possuem pneus sem câmara nas medidas 120/70-16 na dianteira e 150/70-14 na traseira. A distância mínima do solo é de 185 mm, enquanto o assento fica a 810 mm de altura.
Com 192 kg em ordem de marcha, o RW350 é a mais leve das três novidades. O tanque tem capacidade para 13 litros, e o consumo declarado pela Yamaha é de 3,5 litros a cada 100 km.

Equipamentos do RW350
Assim como os irmãos maiores, o RW350 possui modos de pilotagem YRC, com opções Street, Explore e Eco. O modelo também oferece controle de cruzeiro, Smart Key e setas com cancelamento automático.
O painel TFT colorido de cinco polegadas conta com navegação Garmin StreetCross e conectividade MyRide. A scooter ainda possui armazenamento sob o assento com iluminação.
A ergonomia foi desenvolvida para permitir a alternância entre pilotagem sentada e em pé. As pedaleiras largas facilitam a transferência de peso, enquanto as plataformas dobráveis ampliam o conforto durante deslocamentos mais longos.





